
Saturday, 26 April 2008
Saturday, 19 April 2008
11 de setembro de 2007
Enfim, com todo meu preparo físico das últimas jornadas, 9 e pouco estava no centro e meio-dia já tinha ido a todas as lojas de bicicletas da cidade e nada de bicicleta de segunda mão... :'(
Heis que chegamos ao ápice da história... Quando digo, ápice, estou usando simultaneamente os sentidos literal e figurado da palavra... Logo depois veio uma put* descida! Não faço idéia de quantos km/h atingimos... O que sei é que a estrada tinha velocidade máxima de 70 Km/h (e eu que reclamo dos limetes de velocidade do Brasil!), e eu estava pouco (pouco mesmo!) mais devagar que os carros (na mesma velocidade que os caminhões...) E essa descida durou um tempinho bom... Mais de um minuto, com certeza!
Só mais uma observação: na Holanda, as placas escritas em vermelho, são para bikes; as escritas em branco, para carro. Heis a orgigem de toda a confusão!
Sunday, 13 April 2008
Podia mudar o TÍTULO de novo!?
A propósito, o título deve ser lido como na música do Ventania: O Diabo É Careta
Thursday, 10 April 2008
Simplesmente Imperturbável
Mudando um pouquinho de assunto, queria registrar aqui como tudo é relativo mesmo... Hoje está uns 15 graus, estava chovendo e eu estava vestindo só uma camiseta e minha jaqueta rosa (de sempre) aberta e achando que tava bem quente... aliás, na volta, com o peso das compras estava de fato bem quente!
Monday, 7 April 2008
Podia mudar o TÍTULO?
O blog é meu, então acho que podia sim. Acho ainda, que não vai ser a única mudança! Afinal, estou sempre mudando...
A razão do primeiro título “Debão” é que o objetivo da criação desse blog é me conhecer melhor. E também porque acho que a Debão é o alterego mais legal da Débora. Mas estava muito narcisista.
O novo título “It’s all about the breaks” é uma frase que marcou meu intercâmbio e combina bem com o momento que estou passando... costumo brincar que estou numa “pausa” da minha vida, a qual está me proporcionando um momento bem legal de reflexão e auto-conhecimento... assim, o novo título não perde a essência do blog.
O ruim é que se eu a traduzir, a frase perde a sua origem e a sua essência; por outro lado, preferia um título em português. Mas não vou colocar um título qualquer, que não tenha significado... Um dia vai aparecer algo na minha mente piscando em luzes fosforecentes e eu vou ter certeza que esse será o título.
Pra que simplificar se posso complicar?
- Professor, qq tenho ler pra essa matéria? Tem algum livro ou qualquer material pra estudar?- Só os slides.
- Os slides estão na internet!? Eu não encontrei...
- Não, vou entregá-los impressos.
- Legal! Quando?
- Na semana antes da prova.
Na semana seguinte, chega o professor e escreve na lousa o nome de um livro, pra quem quizesse se aprofundar na matéria. Pior: eu comprei o livro!
>>> Pra que simplificar se eu posso complicar!?
Odeio admitir, mas é bem a minha cara fazer isso! Olha só, minha vida não podia estar mais socegada aqui em Pau... Ok, socegada demais mesmo! Tirando uma ou outra aula esporádica, não tinha nada, absolutamente nada, pra fazer... Eu poderia arrumar qualquer distração prazeirosa... mas não... pra que simplificar!?
Fui lá e comprei o livro. Pior que que comprar um livro de RH em francês, seria comprar um livro de RH em francês e não ler. Pois bem, heis que agora tenho uma obrigação... o que não seria de todo o mal, se parasse por aí... mas não... pra que simplificar!?
Insatisfeita (e com razão, diga-se de passagem) com o meu francês, pedi que me mandassem do Brasil uns livros de francês... Os livros chegaram, logo, tenho mais uma obrigação... ok, estou na França pra aprender francês msm, e estudar um pouco de gramática, pode vir a calhar... e num basta aprender só o francês escrito, então me comprometi a todo dia escutar o jornal... tudo bem se parasse por aí... mas não... pra que simplificar!?
Convenhamos, num dá pra passar o dia todo estudando francês ou estudando em francês. Então desenterreia aquela velha lista de livros que a gente sempre diz que vai ler e nunca arruma tempo e resolvi colocar em dia. Algumas horas de pesquisa na internet e consegir baixar todos os livros que queria, e ainda surgiram mais uns no meio do caminho... Agora tenho uma porrada de livros no meu PC e fico anciosa pra terminar logo um pra poder ler o próximo e assim sucessivamente... ok, pelo menos, apesar de me cobrar um pouco demais, é algo prazeiroso... se parasse por aí... mas não... pra que simplificar!?
Continuei arrumando corda pra me enforcar! Aproveitando que estava sobrando tempo, resovi baixar um curso de digitação e me comprometi a fazer ao menos uma lição por dia...
E também tenho esse blog... e ainda quero comentar os blogs dos meus amigos.
Pra quem não tinha nada pra fazer, eu consegui complicar bastante... todo dia agora tenho que estudar francês, ouvir o jornal, estudar pra facul, ler, escrever no blog e ainda fazer a porcaria da aula de digitação (aliás, tô puta com essa aula de digitação: porra, não consigo digitar “hidrosfera” 20 vezes em 45 segundos! e ainda tenho muita coisa pra fazer hoje pra ficar empacada nessa lição!!!)
Saturday, 5 April 2008
Sobre intercâmbio e torneiras...
É díficil escrever qualquer coisa depois desse trecho - eu não poderia encontrar melhores palavras para expressar o que tenho vivido nos últimos meses...
O intercâmbio não agrega apenas pelos lugares, pessoas e culturas que conhecemos, mas também pela oportunidade de vermos os lugares, pessoas e culturas que já conhecíamos, ou acreditávamos conhecer, de outra óptica.
Em primeiro lugar, ao nos depararmos com outra cultura, nada mais é óbvio. Isso nos faz observarmos o mundo como uma criança. O ambiente não é mais somente um mero plano de fundo, um cenário esquecido, mas sim um curioso objeto de análise e cada detalhe parece saltar a nossos olhos.
Sempre pensei que a torneira da direita fosse a da água fria, e a da esquerda, a da água quente. Aliás, nunca pensei sobre isso - é óbvio como as torneiras funcionam! Pois experimente tomar um banho na Europa e verá que nada é óbvio.
Se meras torneiras nos despertam a mente pra refletir sobre sobre realidades distintas e traz a tona fatos que passam despercebidos no nosso cotidiamo, imagina o impacto de todas as novidades a que somos expostos durante um intercâmbio.
Além de tudo o que vivemos nos levar a refletir sobre o mundo que nos cerca, temos distância e tempo para analisarmos nossa própria vida. Depois de algum tempo fora, a nossa “vida real” parece um filme ou um livro, e assim, é possivel enxergá-la com um olhar mais crítico e objetivo.
Finalmente, o intercâmbio proporciona um melhor conhecimento de nós mesmos. Durante os meses que passamos fora, tudo o que exterior ao “eu” é trocado: o cenário é outro, as pessoas são outras... Separados de todos os elementos da construção de nossa identidade, fica mais evidente o “eu mesmo”.
Ah, ficou curioso como funcionam as torneiras na Europa!? Simples: a da esquerda serve pra abrir a água e a da direita (se é que podemos chamá-la de torneira) é pra regular a temperatura. Talvez devemos chamar isso de tecnologia, e talvez daqui uns anos as torneiras no Brasil sejam assim... e todo mundo, sem se dar conta, vai saber como usá-las e nunca vai pensar que algum dia não foi óbvio elas funcionarem assim.
Thursday, 3 April 2008
A todos os meus amigos...
Sempre pensei que as amizades fossem pra sempre. Hoje já não tenho mais essa certeza. Num dia tudo parece eterno - lado a lado, somos iguais, somos inseparéveis... mas sem nos darmos conta cada um vai traçando seu caminho... a separação é sutil: não fruto de um desentendimento qualquer; fruto simplesmente do acaso, do destino, das escolhas... E cada um segue a sua vida. Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe manter contato trocando e-mails, podemos nos telefonar e conversar algumas bobagens...
Aí os dias vão passar, os meses vão passar... Passarão os anos... até esse contanto se tornar cada vez mais raro... e então vamos nos perder no tempo...
Um dia nossos filhos vão ver aquelas fotografias velhas e vão perguntar: “Quem são essas pessoas?” E vamos responder: “Eram meus amigos...” E isso vai doer tanto... porque estaremos pensando “eram meus amigos e foi com eles que vivi os melhores momentos da minha vida.”

“Se lembra quando a gente chegou um dia acreditar que tudo era pra sempre, sem saber que o pra sempre sempre acaba...” (Por Enquanto, Legião Urbana)
“Somos um exército, um exército de um homem só...
Não importa se estamos no meio de uma multidão ou sozinhos num quarto, no final, é só a gente contra a gente mesmo. Tenho passado batante tempo sozinha num quarto. tempo bastante pra refletir sobre várias coisas, dentre elas sobre o “estar só”. Ficar sozinho é mais difícil e mais recompensante do que parece. É uma batalha diária com o que pensamos e, portanto, com quem somos. Tenho tentado organizar minhas idéias, pra ver se chego mais próximo de quem eu sou e quem sabe possa viver em paz... e heis que estou aqui tentando colocar em palavras um pouco do que penso.
Uma ressalva pra finalizar: não estou fazendo apologia à solidão! Muito pelo contrário, acho que o melhor da vida está na troca com outras pessoas. Estar só ou ser só não é a mesma coisa.